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sábado, 5 de dezembro de 2009

Educação para quê?

Faço na Faculdade o Núcleo Livre de Teoria Crítica, Arte e Educação. Não poderia ter escolhido NL melhor. Discutimos sobre psicanálise, arte, escola de frankfurt (e seus teóricos)... Enfim, é uma válvula de escape para quem todos os dias só lida com imagens e design. Botar a cuca para funcionar sem ser para fazer projetos gráficos é muito bom! E claro, creio eu, quando você a exercita também há o auxílio nos trabalhos cotidianos...

Recentemente apresentamos eu, e mais dois alunos, um tema bem recorrente - inclusive em minhas listas de discussões do Zeitgeist em que a maioria dos participantes é composta também por comunicadores visuais - sobre a Educação. Para onde a Educação deve conduzir? Que atual sistema educacional é esse que educa as crianças para decorarem fórmulas, obscurecendo sua capacidade criativa? Que indivíduo é esse que não se liberta da sua auto incupável menoridade?

É em busca desses questionamentos e outros, que compartilho com vocês nosso texto acerca do capítulo de Theodor Adorno (não é nada muito filosófico, mas uma fagulhas de pensamentos):



O capítulo “Educação para quê?” faz parte de uma série de textos presentes no livro “Educação e Emancipação” (Ed. Paz e Terra, 2006) de Adorno. Trata-se de um debate na radio alemã Hessen, transmitido em 1966; juntamente com o diretor do Instituto de Pesquisas Educacionais da sociedade Max Planck, Hellmut Becker. O debate foi posterior ao texto Educação após Auschwitz. No debate, Adorno aprofunda a questão da emancipação. Partindo do pressuposto que o homem é histórico e não metafísico, o contexto sociocultural e histórico do debate nos remete à um alvoroço intelectual e ideológico em que o mundo bipolar (capitalismo e comunismo) e o movimento de contra-cultura estavam em voga. Além das experiências anteriores com o nazismo, a criação da Escola de Frankfurt e Teoria Critica.

O texto aborda inicialmente, na fala de Becker, a seguinte questão: do que é e para que é a educação. Conforme os nossos estudos e análise histórica, a questão da educação trata também de para quem é, ou seja, o seu receptor. Os processos civilizatórios, os fatores subjetivos e socioculturais também interferem nas questões em prol do sistema educacional. Como afirma Adorno “a importância da educação em relação a realidade muda historicamente.”(ADORNO, pág. 144, 2006). Segundo o modelo de educação vigente, esta está mais a serviço do fator social humano, de sua “desbarbarização”, da repressão dos seus instintos primitivos (o ID Freudiano) e na formação de seres moldados conforme os padrões. Para Karl Marx, a educação deve formar o homem onilateral. O professor Adinilson José da Silva tece seus comentários a respeito, em uma apresentação:

Uma educação emancipadora defende um modelo antropológico onilateral em contraposição a qualquer noção fragmentada de ser humano, de mundo e de sociedade.(...)
O sujeito educável e educado é uma síntese sempre inacabada de múltiplas influências do meio social, logo, é real e concreto, e não uma generalização.(...)
A democratização dos conhecimentos produzidos pela humanidade e dos benefícios proporcionados por esses conhecimentos em nível material e espiritual constitui o ambiente do homem onilateral.

Diante desse contexto, Adorno salienta: “ para onde a educação deve conduzir?”. Becker ainda ressalta que vivemos num tempo onde a o para quê já não é tao evidente. Logo, o que evidencia a grande questão da educação é a produção de uma consciência verdadeira, “[...] na exigência de que os homens tenham que se libertar de sua auto-inculpável menoridade.” (ADORNO, pág 141, 2006). Para Adorno, a educação não é a modelagem de pessoas nem a simples transmissão de pensamentos, é a produção de uma consciência verdadeira.

Partindo desse pressuposto, insere-se uma importância política e crítica. Uma democracia concreta demanda uma sociedade com indivíduos emancipados. Sendo que exemplos como o voto, o consumo “consciente” e o direito de ir e vir, ilustram nuances da democracia em que o sujeito emancipado obtém plena consciência de seus atos perante o todo. São indivíduos não standartizados que primam pela essência do pensar (filosófico), de construir pensamentos e estarem aptos a formular idéias e questionamentos. “[...] a realidade se tornou tão poderosa que se impõe desde o início aos homens”(ADORNO, pág.144, 2006) quem é emancipado então, situa-se na constante tensão entre adaptação versuswell ajusted people). Seguindo estes parâmetros, a adaptação não deve gerar uma uniformização e a educação deve incluir adaptação e resistência. resistência, pois ele adapta-se a realidade, ao passo que resiste a mesma (e aos seus modelos ideais) por intermédio de uma consciência crítica – verdadeira. A educação não pode ignorar seu objetivo da adaptação e da preparação dos homens para se orientarem no mundo, mas também não pode só produzir pessoas bem ajustadas (

Nesse contexto, de constante tensão, as crianças – o ser essencialmente inocente, criativo - encontram-se em um realismo supervalorizado ( pseudo-realismo) que remete a uma cicatriz, pois são forçadas a si mesmas, aliadas pela sociedade, à se adaptarem, “exagerando o realismo em relação a si [...] e, nos termos de Freud, identificando-se ao agressor.”(ADORNO,pág 145, 2006), tornado-se então, já na primeira infância, sujeitos padronizados conforme o modelo ideal pré-estabelecido pelo âmbito social. Portanto, a quebra desse pseudo-realismo deve ser uma das tarefas mais importantes da educação, afinal a educação infantil formará desde do jardim-de-infância, indivíduos conscientes e emancipados, abstendo-se dos modelos ideais, tornando assim a sociedade com uma democracia plena e a educação atingindo seu objetivo primeiro (ressaltando que, deve-se tomar o cuidado para que este sujeito emancipado não se torne um modelo ideal a ser seguido). Por isso, uma reestruturação do sistema educacional infantil – que é a base do sistema com um todo – deve ser implantada. Assim, o ilustrador infantil Renato Alarcão opina em seu blog:

Acho uma pretensão e uma arrogância as escolas dizerem que preparam as crianças para o futuro. Principalmente porque hoje o futuro muda vertiginosamente a cada ano, paradigmas caem como dominós graças à revolução digital, que trouxe a reboque uma revolução ainda maior na comunicação, nas relações de trabalho e produção. O futuro precisa de gente criativa, inventiva, que pensa fora da velha caixa de fórmulas.

O futurologista Alvin Toffler, em entrevista, também compartilha da mesma máxima quando diz:

Há dois pilares fundamentais para uma tal estratégia: uma melhor educação e uma boa infra-estrutura eletrônica. Temos necessidade absoluta de novas formas de ensinar, em que têm de ser envolvidos (...) o saber distribuído (...)

Becker, em trecho do debate com Adorno, também salienta:

Penso ser necessário que, desde o inicio, na primeira educação infantil o processo de conscientização se desenvolva paralelamente ao processo de promoção da espontaneidade (ADORNO, pág. 147, 2006) e [...] uma especie de educação para a resistência e controle das mudanças. Essa educação para suportar as continuas mudanças é aquilo que confere um novo significado ao indivíduo – novo, face a uma pedagogia tradicional que pensava o individual como sendo fixo e estático. (ADORNO,pág. 153, 2006).

Portanto é preciso preparar o indivíduo para a superação permanente da alienação, que é o que define a educação para o pedagogo polonês Bogdan Suchodolski e para o desejo das constantes realizações de experiências, “sem aptidão à experiência não existe propriamente um nível qualificado de reflexão” (ADORNO, pág. 150, 2006).

O sujeito é mutável, por isso, referir-se ao um plano subjacente à educação formal do “eu” torna-se evidente na capacidade da educação acerca da formação da individuação. “ Eu não diria que é possível conservar a individualidade das pessoas. Ela é algo dado. [...] Eu diria que hoje o indivíduo só sobrevive enquanto núcleo impulsionador da resistência” (ADORNO, pág 153 e 154, 2006). Os indivíduos são diferentes, por isso a educação deve se sujeitar a essa disparidade e a dialética (tensão e ruptura) entre adaptação e resistência (teoria versus prática) para a formação do indivíduo único e emancipado.


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Filme dos futurologistas Alvin e Heidi Toffler, em prol de uma reforma no sistema Educacional:
http://www.youtube.com/watch?v=__ejlrSeLbM




[ Se alguém quiser a bibliografia é só pedir! :-) ]



quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Mais um Sketchcrawl World dia 21, sábado no Pq. Areião - Goiânia

Olá navegantes!

Para os que adoram desenhar, vem aí o próximo SketchCrawl World Goiânia!
Se você não sabe o que é, acesse o site. Mas irei resumir para aqueles com preguicite ou inglês enferrujado:

É o dia em todo mundo sai de casa para desenshar! Isso mesmo!
Essa prática serve não somente para uma socialização dos amantes do desenho (ou aqueles que só se afeiçoam) mas também para ressaltar a importância dos cadernos de rascunho para definição do traço, o autoconhecimento do mesmo, a espontaneidade em levar sempre o papel e caneta à mão - retratando desde situações corriqueiras a um detalhamento da paisagem e a forma intuitiva de representar o cotidiano, são resultados da utilização dos cadernos de rascunho: os Sketchbooks. A utilização deles atualmente está totalmente difundida, seja por artistas, ou por pessoas que apreciam ter o seu "diário-gráfico".




O Sketchcrawl é um evento criado por Enrico Casarosa à 5 anos atrás. Ele consiste em um dia de maratona de desenhos em que pessoas do mundo todo saem às ruas com seus sketchbooks, retratando o que estiver pela frente. No Brasil, a primeira edição desse ano no dia 10 de janeiro, contou com número recorde de participantes em São Paulo, superando cidades como Califórnia, NY, etc. Em Goiânia, o primeiro evento também teve boa receptividade levando cerca de 30 pessoas às ruas e foi articulado com a ajuda da Lupe.

Esse ano, partindo do FAKECrawl - desenhando no ônibus ( uma das Aciones do FAKE FAKE deste ano), eu e Lupe com a ajuda dos outros Fakers, iremos organizar o Segundo SketchCrawl Goiânia!


O SketchCrawl Goiânia será nesse sábado, dia 21
no Parque Areião a partir das 14h.


Nosso ponto de encontro a partir das 14h será na Entrada da Rua 90 atrás do IPASGO
(aonde indica a foto)




See ya, cowboys!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Saindo um pouco das postagens usuais...

Faço na faculdade o Núcleo Livre: Teoria Crítica, Arte e Educação. NL excepcional!
Por ele descobri uma matéria de 2001, mas que cabe como uma luva aos dias atuais. Como sou perculariamente "ativista" e claro, como boa descendente árabe, resolvi postar no blog parte do meu trabalho sobre a matéria em questão. É válido também um belo post do Alarcão sobre a essência - quase motivo - da matéria.

Matéria de Robert Fisk na íntegra aqui:

http://www.mail-archive.com/voto-eletronico@pipeline.iron.com.br/msg07290.html



Trata-se de um relato de Robert Fisk, um jornalista que documentou por cerca de 25 anos as guerras no oriente médio e foi agredido por uma multidão de refugiados em campo da divisa entre o Paquistão e o Afeganistão após todo esse convívio, digamos. Ele comenta como tudo começou tão rapidamente e que quando se deu conta, já estava sendo atacado, sangrando e chorando como um bicho. Foram socos, apedrejamento, chutes e murros com as pedras... Até que ele instintivamente reagisse tomou a decisão de continuar vivo e revidou à agressão a fim de sair do amontoado de gente a seu redor. Ele foi ajudado por um mulçumano que depois o levou a cruz vermelha aonde o atenderam.

A matéria do jornalista não se dá apenas com o intuito de registrar os minutos de terror, como ele mesmo afirma, mas também de chamar a atenção para os milhares de civis inocentes morrendo nos ataques aéreos americanos ao Oriente Médio... “Eu não podia culpá-los pelo que estavam fazendo... Eu teria feito a mesma coisa com Robert Fisk - ou qualquer outro ocidental que encontrasse.” Ou seja, mesmo passando pela agressão e alertando seus instintos mais primitivos, o jornalista ainda sim analisa a óptica não como o ser dominante – o que é bastante recorrente na globalização e indústria cultural - , mas parte dos princípios Afegãos, Paquistaneses e de todos os povos do Oriente Médio que foram massacrados, mortos e reprimidos por tanto tempo pelas demais potências ocidentais. Logo, não seriam eles realmente culpados pelos atos atrozes, afinal, agiram conforme a “educação” que foram a eles acometidas. Gentileza gera gentileza. A agressão era produto de uma ação bem maior, por exemplo, que envolvia a medíocre “guerra pela civilização”. Ao final da matéria ele ainda complementa: “Os agredidos foram os afegãos. As cicatrizes foram infligidas por nós, pelos aviões B-52, e não por eles”.

Tal análise tão controversa aos padrões costumeiros se consolida a meu ver, devido ao grande fato do jornalista ter acompanhado de perto – por 25 anos – os sofrimentos e brutalidades acumuladas ao Oriente Médio. Portanto, o texto nos induz a uma reflexão, é destinado aos ocidentais – presos a seu cotidiano e ao mundo padronizado – que se esquecem de olhar na óptica dos “perdedores”. Na óptica dos povos dominados. Se Robert Fisk não estivesse convivido com essa óptica durante tantos anos ele não teria compreendido como realmente é ser violentado.



"A mensagem era apavorante: alguém me odiava

o suficiente para poder me agredir".

domingo, 25 de outubro de 2009

FAKE FAKE ilustraciones 2 - La Revanche!

O nome Fake Fake ilustraciones nasceu da intenção de trazer o sentido de tratar a
ilustração como uma “cópia” do que se permeia na realidade, na existencia nas fantasias, na
ludicidade, nos sonhos, nos vestigios do dia-a-dia e na mente de cada ilustrador.
O projeto mantém a idéia de coletividade e de participação mútua de todos os partipantes do coletivo. Quantos participantes? Não é relevante! A cada ano o projeto abre portas para novos “Fakers” e para novas maneiras de viver a ilustração. Nesta edição, o Fake Fake ilustraciones pede uma revanche!

Fake Fake Ilustraciones 2 - La Revanche em sua identidade ainda traz um universo de diversidade e dessa vez com espírito de lutadores! 10 ilustradores, 10 Lutadores mascarados
que lutam pelo seu espaço e pela suas oportunidades de mostrarem os seus talentos!
A identidade visual do projeto assume esse ideal de colletivo fazendo com que cada participante tenha a oportunidade de colocar o seu traço, ao mesmo tempo assumir a fidelidade de manter um elo que liga as particularidades de cada um. A cor do elo nesta edição é o magenta. Aplicado este conceito, o Fake Fake ilustraciones gera uma identidade forte e diferenciada

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No dia 31/10 invadiremos a cidade com os nossos caderninhos no FAKEcrawl (que parte de inspiração do Sketchcrawl: evento criado por Enrico Casarosa à 4 anos atrás) ! Desenharemos em um dos ônibus mais importantes da cidade: o Eixo Anhanguera (mais conhecido como o metrô goiano!). Dentro do ônibus os participantes retratarão as paisagens passageiras, os passageiros, a peculiaridade do dia-a-dia e os rostos que passam a toda hora pela catraca... Sempre observando o mundo como desenho.
Dia: 31/10
Horário: às 14h.
Ponto de encontro: Av. Goiás esq. com a Anhanguera, Centro

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Fora a exposição, teremos palestras com dois grandes ilustradores brasileiros: Ciça Fittipaldi e Montalvo Machado no dia 06/11 em comemoração ao Dia do Designer, no Auditório da Faculdade de Artes Visuais da UFG, Campus Samanbaia.
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A vernissage acontecerá na Galeria Potrich
(Rua 52 Jd. Goiás - Goiânia) ,
no dia 07 de novembro às 20h.
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As Oficinas serão ministradas na Escola de Artes da Agepel, Rua 4, 515, Edifício Parthenon Center, Centro de goiânia:


Nos dias 14 e 15/11 os Fakers ministrarão as Oficinas:

Quem conta um conto...
FAKERS: Emilia Simon e Suryara Bernardi

Ilustração Infantil
FAKER: Lupe Vasconcelos

Dia: 14/11
Horário: 14h
Local: Rua 4, 515, Edifício Parthenon Center, Centro
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Toy Art
FAKERS: Jader de Melo e Sarah Ottoni

Música Ilustrada
FAKERS: Yannick Taillebois e Leandro Abreu
Dia: 15/11
Horário: 14h
Local: Rua 4, 515, Edifício Parthenon Center, Centro
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Para mais informações e inscrições das Oficinas:
fakefakeilustraciones@gmail.com, acesse nosso twitter: www.twitter.com/FAKE_FAKE



Programação (entrada franca):


# 31/10 #FAKEcrawl - desenhando no ônibus

# 06/11 palestras no Auditório da FAV Com Ciça Fittipaldi e Montalvo Machado às 14h

# Vernissage: 07 de novembro na Galeria Potrich - goiânia

# 14 e 15/11 Oficinas dos Fakers no pathernom center às 14h.



Matéria veinculada na Revista Zupi :

FAKE YOU SE NÃO APARECER!: http://www.zupi.com.br/index.php/site_zupi/view/fake_you_se_naeo_aparecer/


Cartaz: http://twitpic.com/jz15vhttp://twitpic.com/m8o05

Siga-nos: twitter.com/FAKE_FAKE

Site: http://www.fakefakeaciones.com/

terça-feira, 8 de setembro de 2009

memórias coloridas



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... um novo olhar nos álbuns de família:












mas não tão novo assim. As fotos em monóculos:











e no álbum:









domingo, 30 de agosto de 2009

90's

"Se você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda!
Amanhã velho será, velho será, velho será!
A menos que o coração, que o coração sustente
A juventude, que nunca morrerá!"



1990



2000


sábado, 29 de agosto de 2009

secret garden












#fotos_feitas_com_câmera_aquapix




ela e os monócolos
(que me serviram como suporte
para um ensaio fotográfico: o antigo ainda
é o charmoso, pra mim).

domingo, 16 de agosto de 2009

@fake_fake


E olha quem vem chegando! É o FAKE FAKE ilustraciones pra fazer sua cabeça. Ano passado foi tudo muito bom e divertido, reunimos quase 300 na Casa Das Artes pra curtir boa música e apreciar boas ilustrações! Esse ano estamos voltando com várias surpresas:
Novos fakers, novas propostas e idéias! Aguardem!


SIGA: twitter.com/@FAKE_FAKE para mais infos


Flyer de divulgação do FAKE FAKE 2008 feito pela Sarah:


Matéria do Jornal, de Goiânia, O Popular sobre o evento:

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

ilustrando amizade;

Esses sketchbooks são muito especiais: fiz para duas grandes amigas.
Cada ilustra contida neles está relacionada de alguma forma com a "peculiaridade" de cada uma.

o da Anna Luh:


o da Bárbara:


os dois:




Fiz também para Bárbara uma camiseta e ela pediu que a ilustração tanto do caderno quanto da camiseta fosse igual. Essas coisas perfecionistas de arquiteto, sabe? haha.


a camiseta:








quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Sketch







Proposta não finalizada de identidade/pôster
do Festival de Rock Goiano: Vaca Amarela.

The Black Cat

Doyle and yours exercises in the morning
and ilustrations with nanquim


(...) From my infancy I was noted for the docility and humanity of my disposition.
My tenderness of heart was even so conspicuous as to make me the jest of my companions. I was especially fond of animals, and was indulged by my parents with a great variety of pets. With these I spent most of my time, and never was so happy as when feeding and caressing them. This peculiarity of character grew with my growth, and in my manhood, I derived from it one of my principal sources of pleasure. To those who have cherished an affection for a faithful and sagacious dog, I need hardly be at the trouble of explaining the nature or the intensity of the gratification thus derivable. There is something in the unselfish and self-sacrificing love of a brute, which goes directly to the heart of him who has had frequent occasion to test the paltry friendship and gossamer fidelity of mere Man .

I married early, and was happy to find in my wife a disposition not uncongenial with my own. Observing my partiality for domestic pets, she lost no opportunity of procuring those of the most agreeable kind. We had birds, gold-fish, a fine dog, rabbits, a small monkey, and a cat .

This latter was a remarkably large and beautiful animal, entirely black, and sagacious to an astonishing degree. In speaking of his intelligence, my wife, who at heart was not a little tinctured with superstition, made frequent allusion to the ancient popular notion, which regarded all black cats as witches in disguise. Not that she was ever serious upon this point - and I mention the matter at all for no better reason than that it happens, just now, to be remembered.

(...)

The Black Cat - Edgar Allan Poe




terça-feira, 28 de julho de 2009

Recentemente me encomendaram para fazer uma camiseta para uma Bárbara.
Trata-se de uma menina que escreve lindamente bem, causando uma barbárie.

Tito Pal, o namorado da moça queria presenteá-la em seu aniversário e me encomendo uma camiseta que representasse um dos poemas de Bárbara e que tivesse cores da aurora.
Fiquei muito contente com o pedido, afinal, ela escreve super bem e Tito é amigo do meu namorado (rasgação de seda mode on? haha)


Depois de uma saga, a camiseta chega ao Rio:



Em breve, fotos da camiseta de outra Bárbara muito especial (Bárbaras são bárbaras), de Sketchbooks feitos e achados da memória de desenhos muito antigos...


Hasta! *****;

sexta-feira, 17 de julho de 2009



A arte deve apresentar
A visão pirmeiro,
E não a expressão
Primeiro,
A visão na arte deve revelar
nosso insight - nossa visão interior,
o nosso ver
o mundo e a vida.

Assim, a arte não é um objeto
e sim experiência.
Para poder percebê-la
é preciso ser receptivo.
Portanto a arte está
Onde a arte nos pega.

___Josef Albers